Como tratar hérnia de disco, cervical e lombar

 Mistura de fisioterapia manual com nova tecnologia solucionou 87% dos casos de hérnia de disco.


Ao se espreguiçar, Michael Oliveira travou a coluna. Por uma semana não conseguiu deitar, os braços doíam muito e as mãos formigavam intensamente. 

Depois de muitos exames, descobriu uma hérnia de disco que estava pressionando sua medula vertebral. 

O médico recomendou cirurgia no dia seguinte; assustado, ele procurou um segundo médico para ter certeza, e o diagnóstico foi o mesmo: cirurgia.

Segundo a fisioterapeuta Silvia Canevari Barros, membro da Sociedade Brasileira de RPG e instrutora de pilates, muitos médicos indicam medidas desnecessárias, invasivas e agressivas para tratar a hérnia de disco. "Estudos mostram que apenas 10% dos casos precisam de cirurgia. Com fisioterapia, acupuntura, RPG e analgésicos, a maioria se recupera em três meses", afirma a especialista. "É de suma importância que o paciente procure um especialista em coluna, pois ele terá conhecimento de métodos não invasivos".

Foi exatamente isso que Oliveira fez. "Todos sabem dos riscos de lesões e infecções de uma cirurgia, então pesquisei sobre o assunto e fiquei sabendo do RMA", conta o gerente. 

A Reconstrução Musculo-Articular da Coluna Vertebral (RMA) foi criada por um fisioterapeuta cearense e testada em sete mil pacientes, com resultados satisfatórios em 87% dos casos.

O surgimento de uma hérnia de disco está relacionado à sobrecarga no disco intervertebral, uma placa cartilaginosa que forma uma almofada entre as vértebras. Essa cartilagem pode ser lesada com quedas, traumatismos e acidentes causados por uma série de fatores como má postura, desvio da coluna, sobrepeso, esforço repetitivo ou fraqueza muscular. Silvia explica que até o estresse pode piorar as dores na coluna: "ele aumenta a tensão na musculatura e reduz a circulação sanguínea, além de acumular resíduos ácidos que causam fadiga e dor".

O RMA utiliza como base um sistema americano de classificação em subgrupos, para que o profissional escolha melhor as técnicas adequadas para cada caso. 

Depois de uma minuciosa análise, que inclui histórico da queixa do paciente, avaliação do estilo de vida, exames clínicos e se necessário os exames complementares. Após esta avaliação pode iniciar o tratamento.

O método apresenta cinco etapas, que incluem a fisioterapia manual, uma mesa de tração eletrônica seguida de uma mesa de flexão e descompressão dinâmica. "Essas mesas são tecnologias novas que permitem tratar diretamente o disco afetado, ao contrário dos métodos convencionais", esclarece a especialista. Na quarta etapa, são passados aos pacientes alguns exercícios de estabilização vertebral e, por último, é feita a manutenção dos resultados. Para isso, a fisioterapeuta recomenda pilates, musculação ou uma combinação dos dois. "Em casos graves, o exercício de manutenção deve ser feito pelo resto da vida, ou as dores podem voltar", alerta Silvia.


Sobre a fisioterapeuta: Dra. Silvia Canevari Barros é Fisioterapeuta Responsável pela Unidade ITC Vertebral Jundiaí, pós graduada em Terapia Manual e Postural pelo Instituto Salgado Saúde Integral e especialista em RPG pelo Método Souchard. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de PRG e Instrutora de Pilates pela Escola Pilates Nova Postura

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