30 set de 2009

Trabalho voluntário: um gesto de solidariedade

Categoria:
Geral

O voluntário doa parte do seu tempo com atividades, seja em entidades ou não, para tentar amenizar os problemas sociais do País. Com isso melhora sua autoestima e valoriza o desenvolvimento tanto pessoal como profissional.

O voluntário dedica parte do seu tempo para ajudar outras pessoas, com o objetivo de diminuir os problemas sociais do País.

No Brasil cerca de 25 milhões de pessoas mostram o desejo de ser voluntários, mas não sabem por onde começar. Mesmo com a existência de mais de 14.000 entidades filantrópicas cadastradas no País, segundo dados do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), a maioria dos candidatos ao voluntariado ainda encontra dificuldade para se adaptar a uma atividade sem fins lucrativos.
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Para Haércio Suguimoto, presidente do Lar Escola Cairbar Schutel (LECS) e voluntário há mais de 20 anos, o voluntariado é essencial nas atividades assistenciais das entidades. No LECS, a figura do voluntário é fundamental complementando o atendimento das técnicas e educadoras que cuidam das crianças ou na organização de eventos que visam suprir as altas despesas de 3 abrigos com 20 crianças cada, como os bazares e almoços. Com isso, dá possibilidades à Instituição de aperfeiçoar continuamente seu trabalho junto às crianças e adolescentes em situação de risco social.

“Por terem um histórico de sofrimento com a família, as crianças do Lar precisam de um acompanhamento personalizado. Por isso é importante ter o voluntário ao lado delas. Seu perfil se diferencia dos profissionais contratados por ser um trabalho guiado fundamentalmente pelo amor, e de fato representa um aprendizado de amor ao próximo”, explica.

Segundo Suguimoto, mesmo com 100 voluntários e 59 funcionários que cuidam das 60 crianças abrigadas em três casas, ainda é necessário ampliar o quadro de pessoas para as atividades realizadas no LECS. “São 24 horas de atividades ininterruptas em dois turnos distintos, então o número de pessoas por tarefa é duplicado”, esclarece.

Os motivos que levam os brasileiros a procurar o trabalho voluntário é acreditar na melhora dos problemas sociais do País, além de elevar a autoestima e sentir-se útil. Esse é o caso de Rubens Alfredo Brandli, de 64 anos que sofreu infarto e aneurisma e foi obrigado a se aposentar. Com o incentivo da esposa, conheceu o Lar Escola Cairbar Schutel, e há três anos vai três vezes por semana na entidade. No abrigo, Rubens acompanha quatro crianças, entre 8 a 9 anos, em atividades lúdicas e nas tarefas escolares.

Já Marli de Araújo Tassinari, voluntária do Lar Escola há 10 anos, conheceu o trabalho da entidade por meio da indicação de um Juizado de Menores. Para ela, o trabalho voluntário é gratificante, pois é uma troca com as crianças do Lar que necessitam de carinho para suprir a ausência dos pais. Um fato marcante no abrigo foi a adoção de um menino com quem tinha forte ligação. “Quando conheci a pessoa que ia adotar João (nome fictício), fiquei preocupada, pois ela queria substituir o filho e o marido mortos. Depois fiquei sabendo que ela devolveu a criança, fiquei aflita, tentei contato para que o menino voltasse ao Lar, mas não consegui”, lamenta.

Ser voluntário é um gesto de solidariedade que traz benefícios tanto para a criança quanto para quem o pratica. Com o desenvolvimento pessoal e profissional, aumento do círculo de amizades, fortalece novas potencialidades e espírito de trabalho em equipe. Já para a criança significa o carinho e atenção que não tiveram da família biológica. “Ser voluntária é um gesto de carinho e troca, que não tem preço”, afirma Tassinari.

Lar Escola Cairbar Schutel
www.cairbarschutel.org
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