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04 mar de 2014

O papel da mulher no mercado de trabalho

Categoria:
Geral

É comum ouvirmos mulheres preocupadas em exercer bem seus papéis de mulher, filha, mãe, esposa e profissional. Mas você já ouviu um homem preocupado com tudo isso?

É comum vermos mulheres trocarem de emprego e até mesmo de carreira, porque o trabalho lhes toma as noites e ou os finais de semana, ou exige que viagem frequentemente e o marido não gosta disso. Mas você já ouviu algum homem fazer o mesmo?

Dificilmente. Isso porque um homem que trabalhe até tarde é visto como "dedicado", mas a mulher é vista como "egoísta".
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As mulheres ocupam 23% dos cargos de alta gestão no Brasil, três pontos percentuais a menos que em 2012, de acordo com "International Business Report 2013", da consultoria Grant Thornton. Por que?

Talvez porque ainda um homem com atitude de liderança é visto como "líder" uma mulher com a mesma atitude é vista como "mandona".

As mulheres estudam mais, 63% dos diplomas de graduação no Brasil são conquistados por mulheres e 37% são conquistados por homens. E ainda assim se sentem inseguras?
Talvez porque um homem que fale bem e seja persuasivo é valorizado como "convincente" e uma mulher agindo da mesma forma é chamada de "convencida".

Porque um homem bem vestido no trabalho é impecável, já uma mulher é assim é considerada vaidosa e aparecida.

Difícil não se sentir insegura em uma sociedade assim, não é mesmo?

Como se não bastasse tudo isso, segundo o IBOPE 36% das mulheres brasileiras são chefes de família. E ainda assim elas ganham salários menores que eles, mesmo quando executam exatamente a mesma função.

Para viver em nossa sociedade e, principalmente, para sobreviver no mercado de trabalho, as mulheres são estimuladas a viver em uma constante busca pela perfeição, que gera uma auto-cobrança excessiva, é frustrante e estressante. Mas, se ao invés de focarmos no que estamos perdendo ou não conseguindo, nós focarmos no que estamos efetivamente conquistando, se aceitarmos nossas imperfeições e as dos outros, zelarmos por nossas fragilidades, e se utilizarmos nossas competências de maneira potencializada, podemos construir um jornada mais produtiva, leve e feliz. Sem competições homem x mulher ou mulher x mulher, mas de maneira colaborativa, compreendendo as diferenças e valorizando os pontos fortes de cada um.

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e 30 de abril é o Dia Nacional da Mulher.

Cabe a nós a força de redesenhar o papel da Mulher do século 21, com competência, feminilidade e coragem de enfrentar nossos medos.

Angela Valiera é Career Counselor e Consultora de Personal Branding; Designer de Inovação e Novos Mercados do Carreira Fashion - empresa de RH especializada em moda - e Coordenadora da escola online EnModa.
atendimento@angelavaliera.com.br

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